A Igreja flutuante
Mathias Quintela de Souza
Publicado em 23.02.2010
Ao longo da história e à luz da Bíblia, a Igreja do Senhor Jesus tem sido identificada através de figuras significativas.
Referimo-nos
à igreja militante quando consideramos a presença do Povo de Deus num
mundo hostil aos valores do Reino. Essa figura também nos faz lembrar
que não lutamos contra os “seres humanos, mas contra as forças
espirituais do mal que vivem no mundo celestial” (Efésios 6:12).
Em contraste, afirmamos que a Igreja Triunfante é sempre vitoriosa pela fé em Cristo, mas a vitória final é ainda uma esperança. Chegará o momento em que nos uniremos às vozes celestiais para proclamarmos que “o reino deste mundo tornou-se de nosso Senhor e do seu Cristo, e Ele reinará para sempre”. (Apocalipse 11:15). E reinaremos com Ele. (Mateus 25:34)
Em
nossos dias, no entanto, constatamos a existência de uma outra Igreja
que poderia ser chamada de a Igreja Flutuante. Ela se rege pelas leis do
mercado da globalização e da sociedade de consumo. Seus membros são
cristãos professos, mas imaturos, improdutivos, sem compromissos, sem
raízes e consumistas. Os votos que fazem na profissão de fé e batismo
são formais e vazios. Migram com facilidade de uma igreja para outra.
Estão sempre à procura de benção.
Para eles, a igreja evangélica
de hoje é como “super-mercado” com opções variadas de consumo. Vão
sempre onde recebem mais. Jamais entendem o culto como oferta a Deus. (I
Pedro 2:5), mas como oportunidade de receber benefícios. Se gerarem
filhos espirituais, não assumem a paternidade, mas transferem essa
responsabilidade. São chorões e murmuradores.
Essas reflexões não visam ferir ninguém, mas são uma advertência. Um aviso. Como diz Tiago, “não sejamos como ondas do mar, que o vento leva de um lado para outro. Quem é assim, não pense que vai receber alguma coisa do Senhor, pois não tem firmeza e nunca sabe o que deve fazer”. (Tiago 1: 6b -8).
Neste
mesmo sentido, Paulo também adverte: “Porque virá o tempo em que as
pessoas não escutarão o verdadeiro ensinamento, mas seguirão os seus
próprios desejos. E juntarão para si mesmos muitos mestres, que vão
dizer a elas o que querem ouvir. Essas pessoas deixarão de ouvir a
verdade escutarão as lendas” (II Timóteo 4:3-5).
Para que o mundo
seja tocado pelo poder do Evangelho que liberta e transforma,
precisamos ser crentes comprometidos uns com os outros, nos laços do
Calvário!
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