domingo, 29 de julho de 2012


DÍZIMO

Referência: HEBREUS 7.1-10

A doutrina do dízimo é inaceitável para aqueles que ainda não tiveram uma experiência pessoal com Jesus Cristo. Isto porque não foram ainda marcados pela consciência da causa de Deus nem pela prioridade do Seu Reino.
No Novo Testamento a palavra DÍZIMO aparece 9 vezes e ligadas a duas situações:
 1) Mt 23.23 = Partindo dos lábios de Jesus em relação aos fariseus. Jesus aqui reafirma a necessidade do dízimo, ao mesmo tempo que denuncia sua prática como demonstração de piedade exterior (Lc 18.12) – “Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho.” Também Jesus denuncia a prática do dízimo como substituição de valores do Reino tais quais: justiça, misericórdia e fé (Lc 11.42).
 2) Hb 7. 1-10 = Eis as lições desse texto: a) O Pai da fé deu dízimo de tudo – v. 2; b) O pai da fé deu o dízimo do melhor – v. 4; c) A entrega dos dízimos se deu não por pressão da lei, uma vez que o povo israelita ainda não existia e, portanto, muito menos a lei judaica – v. 6; d) Hebreus nos faz perceber e reconhecer a superioridade do valor do dízimo que é dado a Cristo (imortal) em relação ao dado aos sacerdotes (mortais) – v. 8; e) O autor destaca que os que administram os dízimos também devem ser dizimistas – v. 9.
Ser ou não ser dizimista é uma questão de acreditarmos na causa que abraçamos, na “pérola que encontramos.”Hoje muitos crentes não são fiéis a Deus na entrega dos dízimos. Para justificar esta atitude criam vários justificativas e desculpas. Se dependessem deles a igreja fecharia as portas. Não existiria templos, nem pastores, nem missionários, nem bíblias distribuídas, nem assistência social.
Eis as justificativas clássicas dos não-dizimistas:
 I. JUSTIFICATIVA TEOLÓGICA
Ah, eu não sou dizimista, porque DÍZIMO é da lei. E eu não estou debaixo da lei, mas sim da graça.
Sim! O dízimo é da lei, é antes da lei e é depois da lei. Ele foi sancionado por Cristo. Se é a graça que domina a nossa vida, porque ficamos sempre aquém da lei? Será que a graça não nos motiva a ir além da lei? Veja:
a lei dizia: Não matarás = EU PORÉM VOS DIGO AQUELE QUE ODIAR É RÉU DE JUÍZO
a lei dizia: Não adulterarás = EU PORÉM VOS DIGO QUALQUER QUE OLHAR COM INTENÇÃO IMPURA…
a lei dizia: Olho por olho, dente por dente = EU PORÉM VOS DIGO: SE ALGUÉM TE FERIR A FACE DIREITA, DÁ-LHE TAMBÉM A ESQUERDA.
A graça vai além da lei: porque só nesta questão do dízimo, ela ficaria aquém da lei? Esta, portanto, é uma justificativa infundada.
Mt 23.23 = justiça, misericórdia e fé também são da lei. Se você está desobrigado em relação ao dízimo por ser da lei, então você também está em relação a estas virtudes.
 II. JUSTIFICATIVA SENTIMENTAL
Muitos dizem: A bíblia diz em II Co 9.7 “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria” = espontânea e com alegria.
Só que este texto não fala de dízimo e sim de oferta. Dízimo é dívida. Não pagar dízimo é roubar de Deus.
Perguntamos também: O que estará acontecendo em nosso coração que não permite que não tenhamos alegria em dizimar? Em sustentar a Causa que abraçamos e defendemos?
 III. JUSTIFICATIVA FINANCEIRA
“O que eu ganho não sobra ou mal dá para o meu sustento.
1) O dízimo não é sobra = Dízimo é primícias. “Honra ao Senhor com as primícias da tua renda.” Deus não é Deus de sobras, de restos. Ele exige o primeiro e o melhor.
2) Contribua conforme a tua renda para que a tua renda não seja conforme a tua contribuição = Deus é fiel. Ele jamais fez uma exigência que não pudéssemos cumprir. Ele disse que abriria as janelas dos céus e nos daria bênçãos sem medidas se fôssemos fiéis. Ele nos ordenou a fazer prova Dele nesta área. Ele promete abrir as janelas do céu! Ele promete repreender o devorador por nossa causa.
3) Se não formos fiéis, Deus não deixa sobrar = Ageu diz que o infiel recebe salário e o coloca num saco furado. Vaza tudo. Foge entre os dedos. Quando somos infiéis fechamos as janelas dos céu com as nossas próprias mãos e espalhamos o devorador sobre os nossos próprios bens.
 IV. JUSTIFICATIVA ASSISTENCIAL
“Prefiro dar meu dízimo aos pobres. Prefiro eu mesmo administrar meu dízimo.
“ A Bíblia não nos autoriza a administrar por nossa conta os dízimos que são do Senhor. O dízimo não é nosso. Ele não nos pertence. Não temos o direito nem a permissão nem para retê-lo nem para administrá-lo.
 A ordem é: TRAZEI TODOS OS DÍZIMOS À CASA DO TESOURO PARA QUE HAJA MANTIMENTO NA MINHA CASA. A casa do Tesouro é a congregação onde assistimos e somos alimentados. Mas será que damos realmente os “nossos” dízimos aos pobres? Com que regularidade? Será uma boa atitude fazer caridade com a parte que não nos pertence?
 V. JUSTIFICATIVA POLÍTICA
“Eu não entrego mais os meus dízimos, porque eles não estão sendo bem administrados.”
Não cabe a nós determinar e administrar do nosso jeito o dízimo do Senhor que entregamos. Se os dízimos não estão sendo bem administrados, os administradores darão conta a Deus. Não cabe a nós julgá-los mas sim Deus é quem julga. Cabe a nós sermos fiéis.
Não será também que esta atitude seja aquela do menino briguento, dono da bola, que a coloca debaixo do braço sempre que as coisas não ocorrem do seu jeito?
Deus mandou que eu trouxesse os dízimos, mas não me nomeou fiscal do dízimo.
 VI. JUSTIFICATIVA MÍOPE
“A igreja é rica e não precisa do meu dízimo.”
Temos conhecimento das necessidades da igreja? Temos visão das possibilidades de investimento em prol do avanço da obra? Estamos com essa visão míope, estrábica, amarrando o avanço da obra de Deus, limitando a expansão do Evangelho?
AINDA, não entregamos o dízimo para a igreja. O dízimo não é da igreja. É DO SENHOR. Entregamo-lo ao Deus que é dono de todo ouro e de toda prata. Ele é rico. Ele não precisa de nada, mas exige fidelidade. Essa desculpa é a máscara da infidelidade.
 VII. JUSTIFICATIVA CONTÁBIL
Não tenho salário fixo e não sei o quanto ganho.”
Será que admitimos que somos maus administradores dos nossos recursos? Como sabemos se o nosso dinheiro dará para cobrir as despesas de casa no final do mês?
Não sabendo o valor exato do salário, será que o nosso dízimo é maior ou menor do que a estimativa? Porque ficamos sempre aquém da estimativa? Será auto-proteção? Será desinteresse?
 VIII. JUSTIFICATIVA ECLESIOLÓGICA
“Não sou membro da igreja”
Acreditamos mesmo que os nossos deveres de cristãos iniciam-se com o Batismo e a Profissão de Fé ou com a inclusão do nosso nome num rol de membros?
Não será incoerência defendermos que os privilégios começam quando aceitamos a Cristo: (o perdão, a vida eterna) e os deveres só depois que nos tornamos membros da igreja? Somos menos responsáveis pelo crescimento do Reino de Deus só porque não somos membros da igreja?
 CONCLUSÃO
É hora de abandonarmos nossas evasivas. É hora de darmos um basta às nossas desculpas infundadas. É hora de pararmos de tentar enganar a nós mesmos e convencer a Deus com as nossas justificativas.
É hora de sermos fiéis ao Deus fiel. É hora de sabermos que tudo é de Deus: nossa casa, nosso carro, nossas roupas, nossas jóias, nossos bens, nossa vida, nossa saúde, nossa família. TUDO É DELE. Somos apenas mordomos, administradores. Mordomos e não donos. Deus quer de nós obediência e não desculpas. Fidelidade e não evasivas.
 Que atitude vamos tomar? Nosso coração está onde está o nosso tesouro. Se buscarmos em primeiro lugar o Reino de Deus, não vamos ter problemas com o dízimo. Amém.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Você é ensinável?

  Mathias Quintela de Souza
Publicado em 29.09.2009
Ouvi de meu pai que um presbítero do Sul de Minas, pessoa simples, fez uma visita ao Pr. Eduardo Carlos Pereira, em São Paulo, um dos mais ilustres líderes evangélicos brasileiros do final do século XIX e início do século XX. O objetivo daquele irmão era aprender com o mestre que ele tanto admirava, mas ficou surpreso quando Carlos Pereira pediu licença para anotar idéias expostas pelo presbítero, com a justificativa de que eram muito importantes para aprofundar a sua compreensão de assuntos teológicos e práticos, úteis para o seu ministério. Carlos Pereira foi o que foi porque era ensinável. E nós? Se não somos ensináveis, o momento é oportuno para mudarmos de atitude para o bem da nossa vida cristã e do nosso ministério.
Todos os cristãos, principalmente os líderes, são discípulos permanentes de Jesus
O objetivo dos ministros da palavra que exercem funções apostólicas, proféticas, evangelísticas, pastorais e didáticas (Ef 4.11) é treinar todos os crentes para que estes exerçam o ministério e edifiquem o corpo de Cristo (Ef 4.12). Este treinamento prossegue “até que todos nós alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo” (Ef 4.13). Ora, qual de nós, em sã consciência, pode afirmar que já chegou á medida da plenitude de Cristo? Tendo em vista esse paradigma, podemos concluir que quanto mais maduro é um líder, mais necessidade ele sente de crescer.
Jesus não se faz de rogado como Mestre, pelo contrário, ele nos desafia: “Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas” (Mt 11.29). Com certeza pastores e líderes cansados, sobrecarregados, estressados, frustrados e desmotivados não estão sendo discípulos de Jesus. As experiências dos discípulos de Jesus são expressas de maneira bonita na poesia de um dos nossos hinos: Ao sentir-me rodeado de cuidados terreais,/ Irritado ou abatido, ou em dúvidas fatais,/ A Jesus eu me dirijo nesses tempos de aflição;/ As palavras que ele fala trazem paz, consolação.
Todos nós ensinamos e somos ensinados na comunhão do corpo de Cristo
Jesus afirmou: “Vós, porém, não sereis chamados mestres, porque um só é o vosso Mestre, e vós todos sois irmãos” (Mt 23.8). Na igreja, corpo vivo, estamos todos unidos sob a cabeça, Cristo, e temos a mesma posição (irmãos), mas exercemos funções diferentes para servirmos uns aos outros. Para isto, precisamos estar sujeitos uns aos outros, por temor a Cristo (Ef 5.21). Assim, por exemplo, todos devem estar sujeitos ao pastor para que sejam ministrados e fiquem cheios do Espírito, mas o pastor deve estar sujeito a cada irmão, no dom que esse irmão tem, para que seja também ministrado e fique cheio do Espírito.
Jesus falou diretamente com Saulo no caminho de Damasco, mas o instruiu: “Levanta-te, entra na cidade, onde te dirão o que te convém fazer” (At 9.6). Saulo nada seria sem a ministração do piedoso Ananias, simples discípulo, no ambiente singelo de uma casa onde foi instruído, curado, batizado e ficou cheio do Espírito Santo (At 9.10-19). O mesmo aconteceu com Cornélio. Ele era temente a Deus, piedoso e generoso. Por isso, ouviu um anjo do Senhor numa visão extraordinária. Não foi ministrado pelo anjo, mas instruído a chamar Simão Pedro. A salvação de Cornélio e de toda a sua casa dependia da ministração desse homem que era apóstolo, mas ainda preconceituoso em relação aos gentios (At 11.4-17). No Antigo Testamento temos o exemplo de Eli, sumo sacerdote, que foi exortado por Deus mediante mensagem transmitida por Samuel, ainda adolescente (1 Sm 3).
Os dons do Espírito Santo visam a edificação da igreja (1 Co 12.5,11). Exercendo esses dons, todos os membros são administradores da graça para servir uns aos outros (1 Pe 4.10). Os que falam, devem ser fiéis na transmissão dos dons de comunicação (conhecimento, sabedoria, profecia, línguas, interpretação, exortação, ensino etc.) para que a palavra de Deus seja comunicada, todos sejam edificados e Deus seja glorificado (1 Pe 4.11). Sendo ensináveis, temos como líderes uma fonte inesgotável de aprendizagem e de crescimento na comunhão do corpo de Cristo, mas precisamos ser generosos para dar e humildes, para receber.
Todos nós precisamos aprender na escola da vida
O nosso Deus é soberano e usa as pessoas, circunstâncias e os recursos que ele quiser para o nosso preparo. José não teria sido a bênção que foi para o Egito e para o seu povo sem as experiências da escravidão e da cadeia. Deus não livrou os amigos de Daniel da fornalha ardente, mas estava com eles na fornalha, manifestou o seu poder e levou um monarca pagão a dar glória a Deus e a reconhecer a sua soberania.
O líder precisa discernir o que vem de Deus, daquilo que vem do maligno ou do mundo como sistema em rebelião contra o Reino de Deus. Melquisedeque não pertencia ao povo da aliança, mas era sacerdote do Deus Altíssimo, recebeu dízimos de Abraão e o abençoou. Por outro lado, o nosso pai na fé não aceitou nada do rei de Sodoma. Moisés, um servo de Deus que exerceu funções proféticas, sacerdotais e reais, foi ensinado por Jetro, seu sogro, que não pertencia ao povo escolhido (Ex 18.13-27). O conselho de Jetro foi perfeitamente assimilado por Moisés (Dt 1.9-18).
Exercemos como líderes funções administrativas e nem sempre estamos preparados para elas. Precisamos da humildade de Moisés, para ouvirmos dos Jetros atuais a afirmação: “Não é bom o que fazes” (Ex 18.17). Se não estivermos dispostos a rever e mudar, se necessário, os nossos paradigmas, não teremos odres novos para o vinho novo. Ou o vinho novo arrebenta os odres velhos, com prejuízo para ambos (Mt 9.17) ou o vinho se evapora dos odres velhos e as igrejas, como instituições religiosas, viram peças de museu.

Enquanto vivermos, deixemos de lado a presunção de que já sabemos tudo e aprendamos diariamente com Jesus, com os irmãos e com a vida. A auto-suficiência é heresia na vida cristã. “O saber ensoberbece, mas o amor edifica. Se alguém julga saber alguma coisa, com efeito, não aprendeu ainda como convém saber” (1 Co 8.1b-2).

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Título do artigo: Você é ensinável?
Autor: Mathias Quintela de Souza

O governo de Cristo sobre as emoções

 + lido out 2011
  Mathias Quintela de Souza
Publicado em 18.10.2011
A  nossa alma caracteriza-se pela razão (pensamentos), emoção (sentimentos) e vontade (desejos). A maturidade consiste na harmonização destas três dimensões para que haja equilíbrio numa personalidade saudável, feliz e frutífera. Vivemos, no entanto, numa realidade marcada pelo pecado não só nos indivíduos, mas nas estruturas sociais, econômicas e políticas que geram desequilíbrios e que afetam, principalmente, as emoções, gerando dor e sofrimento. Freud afirmou que a dor do mundo se torna quase insuportável para alguns, que precisariam do conforto de um remédio, droga, qualquer coisa, para sobreviver.
A palavra de Deus aponta para outra direção, aponta para Cristo, pois ele veio para que tenhamos vida abundante (João 10.10). Nele o reino de Deus se faz presente (João 1.14) e esse reino "não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo" (Romanos 14.17). A Palavra afirma que "o Pai ama ao Filho, e todas as coisas tem confiado às suas mãos. Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus" (João 3.35-36). Portanto, na conversão genuína o rebelde se rende ao senhorio de Cristo e, sob o governo de Cristo, as emoções negativas mais fortes e doloridas transformam-se em sublimes sentimentos.
A tristeza se transforma em alegria. "Em verdade, em verdade eu vos digo que chorareis e vos lamentareis, e o mundo se alegrará; vós ficareis tristes, mas a vossa tristeza se converterá em alegria. A mulher, quando está para dar à luz, tem tristeza, porque a sua hora é chegada; mas, depois de nascido o menino, já não se lembra da aflição, pelo prazer que tem de ter nascido ao mundo um homem. Assim também agora vós tendes tristeza; mas outra vez vos verei; o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria ninguém poderá tirar" (João 16.20-22). A tristeza do cristão é dor de parto que gera alegria.
O medo se transforma em coragem. Não só os inimigos imaginários, mas os inimigos reais são vencidos pelo poder de Cristo. "Se Deus é por nós, quem será contra nós? Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu, ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós" (Romanos 8.31, 33-34). Portanto, nem tribulação, nem angústia, nem perseguição, nem fome, nem perigo, nem espada, nada poderá nos separar do amor de Deus (Romanos 8.35).
Os conflitos se transformam em paz. O resultado da justificação pela fé e da reconciliação com o Pai mediante o sacrifício do Filho é a paz com Deus (Romanos 5.1), com nós mesmos, com o próximo e com a natureza. Firmes nesta graça, "gloriamo-nos na esperança da glória de Deus. E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado" (Romanos 5.2b-5).
Quando estamos sujeitos à autoridade de Cristo, vivendo em unidade na comunhão fraterna, ele passa a ser "tudo em todos" (Colossenses 3.11b) e nos revestimos como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade. Perdoamo-nos uns aos outros como somos perdoados por Deus. Acima de tudo, revestimo-nos de amor, o vínculo da perfeição, (Colossenses 3.12-14), o mais sublime de todos os sentimentos, de todas as emoções, porque é o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus quando se sacrificou por nós (Filipenses 2.5-11).
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Autor: Mathias Quintela de Souza

sábado, 7 de julho de 2012


A Igreja flutuante 

 Mathias Quintela de Souza

Publicado em 23.02.2010

Ao longo da história e à luz da Bíblia, a Igreja do Senhor Jesus tem sido identificada através de figuras significativas.


Referimo-nos à igreja militante quando consideramos a presença do Povo de Deus num mundo hostil aos valores do Reino. Essa figura também nos faz lembrar que não lutamos contra os “seres humanos, mas contra as forças espirituais do mal que vivem no mundo celestial” (Efésios 6:12).


Em contraste, afirmamos que a Igreja Triunfante é sempre vitoriosa pela fé em Cristo, mas a vitória final é ainda uma esperança. Chegará o momento em que nos uniremos às vozes celestiais para proclamarmos que “o reino deste mundo tornou-se de nosso Senhor e do seu Cristo, e Ele reinará para sempre”. (Apocalipse 11:15). E reinaremos com Ele. (Mateus 25:34)


Em nossos dias, no entanto, constatamos a existência de uma outra Igreja que poderia ser chamada de a Igreja Flutuante. Ela se rege pelas leis do mercado da globalização e da sociedade de consumo. Seus membros são cristãos professos, mas imaturos, improdutivos, sem compromissos, sem raízes e consumistas. Os votos que fazem na profissão de fé e batismo são formais e vazios. Migram com facilidade de uma igreja para outra. Estão sempre à procura de benção.


Para eles, a igreja evangélica de hoje é como “super-mercado” com opções variadas de consumo. Vão sempre onde recebem mais. Jamais entendem o culto como oferta a Deus. (I Pedro 2:5), mas como oportunidade de receber benefícios. Se gerarem filhos espirituais, não assumem a paternidade, mas transferem essa responsabilidade. São chorões e murmuradores.

Essas reflexões não visam ferir ninguém, mas são uma advertência. Um aviso. Como diz Tiago, “não sejamos como ondas do mar, que o vento leva de um lado para outro. Quem é assim, não pense que vai receber alguma coisa do Senhor, pois não tem firmeza e nunca sabe o que deve fazer”. (Tiago 1: 6b -8).


Neste mesmo sentido, Paulo também adverte: “Porque virá o tempo em que as pessoas não escutarão o verdadeiro ensinamento, mas seguirão os seus próprios desejos. E juntarão para si mesmos muitos mestres, que vão dizer a elas o que querem ouvir. Essas pessoas deixarão de ouvir a verdade escutarão as lendas” (II Timóteo 4:3-5).


Para que o mundo seja tocado pelo poder do Evangelho que liberta e transforma, precisamos ser crentes comprometidos uns com os outros, nos laços do Calvário!


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terça-feira, 3 de julho de 2012

fundamentalista cristão teológico
      outro sentido em que o termo é muito usado e que significa simplesmente ortodoxo ou conservador em sua doutrina. O fundamentalista teológico se considera seguidor teológico dos fundamentalistas históricos e simpatiza com a luta deles. Sem pretender ser exaustivo, acredito que podem ser considerados fundamentalistas teológicos atualmente os que aderem aos seguintes conceitos ou a parte deles:
  •  a inerrância da Bíblia
  • a divindade de Cristo
  • o seu nascimento virginal
  • a realidade e historicidade dos milagres narrados na Bíblia
  • a morte de Cristo como propiciatória, isto é, por nossos pecados
  • sua ressurreição física de entre os mortos
  • seu retorno público e visível a este mundo e a ressurreição dos mortos
Outros pontos associados com o fundamentalismo histórico são o conceito de verdades teológicas absolutas, o conceito de que Deus se revelou de forma proposicional e a aceitação dos credos e confissões da Igreja Cristã.
Numa esfera mais periférica se poderia mencionar que a maioria dos fundamentalistas históricos prefere o método gramático-histórico de interpretação bíblica e tem uma posição conservadora em assuntos como aborto, eutanásia e ordenação feminina. Muitos ainda preferem a pregação expositiva. 
E todos rejeitam o liberalismo teológico.
Em linhas gerais, o fundamentalista teológico acredita que a verdade revelada por Deus na Bíblia não evolui, não cresce e nem muda. Permanece a mesma através do tempo. A nossa compreensão dessa verdade pode mudar com o tempo; contudo, essa evolução nunca chega ao ponto radical em que verdades antigas sejam totalmente descartadas e substituídas por novas verdades que inclusive contradigam as primeiras. O fundamentalista teológico reconhece que erros, exageros e absurdos tendem a ser incorporados através dos séculos na teologia cristã e que o alvo da Igreja é sempre reformar-se à luz dos fundamentos da fé cristã bíblica, expurgando esses erros e assimilando o que for bom. Admite também que existe uma continuidade teológica válida entre o sistema doutrinário exposto na Bíblia e a fé que abraça hoje.
Acho que é aqui que está a grande diferença entre o fundamentalista teológico e o liberal. Esse último acredita na evolução da verdade a ponto de sentir-se comissionado a reinventar a Igreja e o próprio Cristianismo.
Muitos me chamam de fundamentalista. Bom, não posso ser fundamentalista histórico, pois nasci muito depois da luta de Machen. Contudo, sou fã dele, que era um perito em Novo Testamento. Não sou um fundamentalista americano, pois sou brasileiro da Paraíba, nunca recebi um tostão de McIntire e sou amilenista. Aliás, nem conheci McIntire pessoalmente. Fui fundamentalista presbiteriano denominacional por decisão dos meus pais quando eu tinha doze anos. Saí da denominação fundamentalista após conversão e entrada no ministério pastoral. Também não me acho xiita. Há controvérsia sobre isso, eu sei.
Na categoria de fundamentalistas teológicos encontramos presbiterianos, batistas, congregacionais, pentecostais, episcopais, e provavelmente muitos outros. É claro que nem todos subscrevem todos os pontos acima e ainda outros gostariam de qualificar melhor sua subscrição. Contudo, no geral, acho que posso dizer que os fundamentalistas teológicos não fariam feio numa pesquisa de opinião sobre o que crêem os evangélicos brasileiros. Por esse motivo, e por achar que o assim chamado fundamentalismo teológico é simplesmente outro nome para a fé cristã histórica, não fico envergonhado quando me rotulam dessa forma, embora prefira o termo calvinista ou reformado.
Augustus Nicodemos.