segunda-feira, 24 de junho de 2013
Pacto de Lausanne
Suíça
150 países, 2700 líderes, 1974.
Pacto: Contrato que impõe obrigações.
(Não é só declarar, mas fazer).
Introdução
Pacto de Lausanne – A mais significativa das confissões sobre o evangelismo já produzida pela Igreja. – 50% dos delegados eram oriundos do terceiro mundo.
O documento marcou uma parcela significativa das comunidades evangélicas de todo o mundo. Que a mensagem do evangelho não inclui apenas as boas novas da salvação individual, mas o projeto para que os cidadãos celestiais, os salvos em Cristo, manifestam os sinais do Reino na sociedade decadente em que estão inseridos. Ser sal, ser luz.
A Igreja de Cristo ao longo da história procurou não fazer uma dicotomia entre evangelização e ação social, consciente e transformadora:
1. Recuperar a unidade da Igreja na prática de nossa missão.
2. Aprofundar o conceito de missão integral.
3. Assumir os riscos desse envolvimento.
4. Evitar os desvios que nos levam para longe de Deus e da sua vontade.
5. Resgatar o caráter profético do sermão.
6. Não permitir o retrocesso na prática de missões.
Tocados pelo que Deus vem fazendo em nossos dias, movidos ao arrependimento por nossos fracassos e desafiados pela tarefa inacabada da evangelização, as boas novas da salvação para todo o mundo, obediência (por graça) de proclamar e fazer discípulos.
a. Cristãos que levam tanto Cristo como a Igreja a sério
b. Não podendo chamar Cristo de Senhor sem serem responsáveis de sua nova comunidade.
c. Convencidos de que Deus vem fazendo (agindo).
d. Arrependimento x Triunfalismo (substituindo por humildade).
e. Reconhecendo nossas falhas e a consciência da ação de Deus nos leva ao desafio da evangelização.
1. Deus e seu propósito
1. O ser que Deus é:
a. Um ser eterno e ativo, Criador e Senhor do mundo (Is 40:28).
b. Tanto um como três, que governa todas as coisas segundo a sua vontade.
2. O propósito de Deus.
Chamar um povo para si, a Igreja, povo de peculiar propriedade de Deus, que tem chamado do mundo e enviado ao mundo como servos e testemunha, para estender o Reino e edificar o “Corpo de Cristo”, para a glória dele mesmo (Deus).
Que muitas vezes negamos o chamado e falhamos na missão.
Como vasos de barro transportamos o tesouro, o Evangelho, e na nossa fraqueza o poder de Deus se destaca.
2. A Autoridade e o Poder da Bíblia.
A. Autoridade.
1. Inspiração – Homens movidos pelo Espírito Santo a tal ponto que se poderia dizer que os lábios de Deus a proferiram (A Palavra de Deus – Assim diz o Senhor:)
2. Veracidade – Sendo a Palavra de Deus escrita é verdadeira (Nm 23:19) em tudo o que afirma.
3. Autoridade – A conseqüência lógica das afirmações anteriores. Única regra de fé e prática.
B. O Poder da Bíblia.
Para cumprir o seu propósito.
1. Quando Deus fala também age (vê-se claramente no relato da criação).
2. O Evangelho é o Poder de Deus para salvação (Rm 1:16).
3. O Espírito Santo a usa, fala e age através dela (1Co 2:1-5, 1Ts 1:5, 1Pe 1:21).
C. A mensagem da Bíblia é a mesma para toda a humanidade e destina-se a ela, é imutável, através dela o Espírito Santo fala ainda hoje.
Deus ilumina as mentes do seu povo de modo a perceberem a sua verdade em toda cultura, de maneira sempre nova. Assim toda a Igreja deve receber a revelação integral de Deus.
3. Unicidade de Cristo.
Um só Salvador e um só Evangelho.
O Novo Testamento é diversidade sem conflito.
A. Unicidade de Cristo, Ele é o Salvador.
1. Há somente um Salvador, e mediador, Cristo (1Tm 2:5-6, At 4:12).
2. Deus ama todos os homens (?) x Eleição, a Bíblia ensina ambas as verdades.
B. Universalidade de Cristo, Ele é o Salvador do mundo.
1. Por ser único deve ser proclamado por todo o mundo.
2. Nem todos os homens serão salvos.
3. O convite deve ser estendido a todos.
4. A Natureza da Evangelização.
A. Boas novas em Cristo.
B. Morreu por nossos pecados.
C. Ressuscitou segundo as Escrituras.
D. È Senhor e Rei.
E. Oferece perdão de pecados e o dom do Espírito Santo a todos os que se arrependerem e crerem.
F. Cristo bíblico e histórico como Salvador e Senhor.
G. Persuadir as pessoas a se reconciliarem com Deus.
H. O prelúdio da evangelização.
1. Presença (contato).
2. Proclamação (Jesus bíblico e histórico).
3. Persuasão (honesta e franca).
4. Diálogo (indispensável).
I. O objetivo da evangelização é a conversão.
5. Responsabilidade social cristã.
Toda pessoa possui uma dignidade intrínseca porque foi feita imagem de Deus.
O dever social político faz parte do cristão (a fé sem obras é morta).
O testemunho do século XIX na Inglaterra foi notável.
A. Doutrina de Deus.
1. Criador e juiz de todos os homens.
2. Devemos partilhar o seu interesse pela justiça.
3. Pela reconciliação do homem com Ele.
4. Libertação de todo jugo e opressão.
B. Doutrina do homem.
1. A responsabilidade social.
2. Evangelização.
3. Doutrina da salvação.
4. Salvação e libertação do mal.
C. Doutrina de Reino.
1. Quando se recebe a Cristo se nasce de novo no seu Reino.
2. Ser cidadão do Reino é ansiar por justiça.
6. Igreja e Evangelização.
A. Somos enviados a exercer a missão sacrificial de levar o evangelho integral ao mundo todo.
B. O povo remido é a agência de Deus na terra.
7. Cooperação na Evangelização.
Evangelização que nos convoca a unidade.
Devemos estar unidos em comunhão.
Rejeitar o individualismo propõe o empenho numa unidade mais profunda.
A. Missão da Igreja.
1. A missão de Cristo é modelo para a Igreja.
2. Cristo não ficou a parte da vida e dos sofrimentos do mundo.
3. É preciso penetrar na sociedade não cristã.
4. A evangelização integral ao mundo.
B. Integridade da Igreja.
1. Se, esperamos ser ouvidos, precisamos viver o que pregamos.
2. A cruz precisa ser tão central em nossas vidas como ela o é em nossas mensagens.
3. Quando a Igreja não vive o que prega, ela é pedra de tropeço para o Evangelho.
4. A Igreja está acima de todas as organizações humanas.
C. A unidade da Igreja.
1. A unidade invisível e indestrutível precisa se tornar visível.
2. A nossa desunião enfraquece o evangelho da reconciliação.
3. A unidade visível deve manifestar-se por uma confissão.
4. A única unidade que agrada a Deus é a unidade na verdade (fé bíblica, comunhão uns com os outros nas obras e no testemunho).
5. Precisamos aprender a planejar e trabalhar juntos.
8. Esforço congregado de igrejas na evangelização.
1. A responsabilidade de evangelizar pertence a todo Corpo de Cristo.
2. Processo permanente de reavaliar nossa responsabilidade e ação missionária.
3. O esforço congregado revelará o caráter universal da Igreja de Cristo.
9. Urgência da Tarefa de Evangelização.
A. Dois bilhões e setecentos milhões de pessoas ainda por ser evangelizadas (?)
.
1. A tarefa de evangelizar pertence a todo povo de Cristo.
2. A tarefa vem sendo desenvolvida pela Igreja e Instituições para-eclesiásticas (Deveriam ser departamentos na Igreja).
3. A responsabilidade é alcançar a área que está plantada, bem como enviar missionários a outras partes do mundo.
4. O Concílio de Lausanne reconheceu como válido a existência das Instituições Para-Eclesiásticas.
B. Existe uma receptividade sem precedentes ao Senhor Jesus Cristo.
1. Ocasião própria para a evangelização mundial.
2. Liberar recursos para as áreas não evangelizadas.
C. Estamos chocados com as injustiças que provocam a pobreza.
1. Os cristãos que vivem em opulência, tem uma obrigação em particular.
2. Devemos desenvolver um estilo de vida simples, e contentar-nos com o que é necessário à vida.
3. Contribuir generosamente para aliviar e evangelizar os necessitados.
10. Evangelização e Cultura.
1. A cultura deve ser julgada e provada pelas Sagradas Escrituras.
2. O Evangelho avalia todas elas (culturas) segundo seu próprio critério.
3. A Igreja tem que procurar transformar e enriquecer a cultura.
11. Educação e Liderança.
Um estilo cristão de liderança, não em termos de domínio, mas de serviço.
Em toda nação e cultura deve haver um eficiente programa de treinamento para pastores e leigos, desenvolvidos a partir de iniciativas locais criativas, de acordo com os padrões bíblicos.
A. A Cultura deve ser testada e aprovada pelas Escrituras.
1. Deve ser julgada pelas Escrituras.
2. O evangelho não pressupõe a superioridade entre uma cultura e outra.
3. As missões tem exportado a cultura com o Evangelho.
B. Liderança.
1. O crescimento numérico não justifica o detrimento espiritual.
2. Toda Igreja deve ter líderes nacionais.
3. Há necessidade de desenvolver educação teológica.
12 e 13. Conflito Espiritual / Liberdade e Perseguição.
A Igreja deve esperar feroz oposição.
A. Oposição:
1. Conflito espiritual contra os principados e potestades.
2. Falsas ideologias fora da Igreja.
3. Armas morais e intelectuais (Pecado e mundanismo – hábitos questionáveis)
4. Métodos duvidosos para conseguir resultados.
5. Perseguição física e legislação restritiva.
B. Antídoto:
1. Usar a Armadura de Deus (Ef 6:10-17).
2. Se opor as injustiças.
3. Declarar a verdade.
14 e 15. O Poder do Espírito Santo / o Retorno de Cristo.
A ação do Espírito Santo é uma condição indispensável para esperar resultados.
Crer na Volta de Jesus, pessoal e visivelmente, em poder e glória para consumar a salvação e o juízo.
A. O poder do Espírito Santo é gracioso e contínuo.
1. O testemunho da Igreja (Jo 16:14).
2. O Espírito Santo e as quatro etapas de crescimento:
• Convicção de pecado.
• Fé em Jesus.
• Novo Nascimento.
• Santificação.
3. O Espírito Santo é um Espírito missionário, logo uma igreja cheia do Espírito Santo é uma igreja missionária.
4. Para a evangelização mundial é necessária a renovação da igreja pelo Espírito Santo (Sabedoria, fé, santidade, amor e poder).
C. O retorno de Cristo.
1. Cremos que Jesus voltará:
• Pessoalmente (At 1:1).
• Visivelmente (Ap 1:7).
• Em poder e glória (Mc 13:26).
• Para consumar salvação e juízo (Jo 5:21-29, Hb 9:27-28).
2. Isso é um estímulo a evangelização (Mt 24:14 – então virá o fim).
3. Duas etapas de Reino:
• Convidando para o Reino da Graça.
• Preparando para o reino de Glória.
Conclusão: Compromisso de orar juntos, planejar juntos, e trabalhar juntos pela evangelização de todo o mundo.
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